quinta-feira, 18 de agosto de 2011

E o dia chegou.


Foi com uma manhã nublada e temperatura de 18ºC que o tão esperado dia 15 de agosto se apresentou. Eu tinha a sensação que essa hora nunca chegaria, e aos poucos foi se aproximando, até que quando eu me dei por conta já estava arrumando as minhas malas.

Como venho planejando essa viagem desde o início do ano, passei por um longo tempo de espera, mesclando momentos de expectativa com outros com certo receio.

Minha família e eu chegamos no aeroporto por volta das 11 da manhã, fizemos o chek-in, tiramos algumas fotos, e chegou aquela parte que nunca é fácil, porém é inevitável, a de se despedir. Tenho certeza que vai ser difícil ficar longe de todos, mas viajar sabendo que tenho família e amigos me esperando para quando voltar é o que me dá força e confiança para seguir em frente. Em outras palavras, a saudade é a pior e a melhor parte.

Bom, o meu voo até Garulhos teria sido tranquilo se não fosse o meu ouvido quase explodir por causa da pressão, a minha sorte é que antes de embarcar até a África eu tive que passar por São Paulo, porque chegando lá eu já tratei de comprar um remédio pro ouvido e aqueles tampões.

O trajeto São Paulo - Johannesburg foi muito bom, viajei com a companhia South African Airways e foi tudo muito bom, sem turbulências, uma tela individual interativa com diversos filmes para se assistir e uma comida bem razoável. Assisti os filmes The Hangover, Rio e Source Code, todos bem bons.
As coisas começaram a complicar quando eu cheguei na África.
Vista de cima a cidade parece uma grande zona norte de Porto Alegre, com tudo velho e com aspecto de abandonado.

Muitos acompanharam o meu dilema, de descer ou não em Johannesburg. Bom, chegando lá eu descobri que não existia dilema, simplesmente eu teria que sair do desembarque direto para o salão do embarque. Mas, até aqui tudo tranquilo.

Peguei meu celular e outra surpresa, nada de sinal. Me informei no balcão de informações do aeroporto sobre como fazer chamadas internacionais e bá, aqueles que me diziam que ia ser complicado me acostumar com o sotaque australiano com certeza nunca deram uma voltinha pela África. Aquilo é qualquer coisa, menos inglês. Juntando isso com o meu super inglês de cursinho e tínhamos um sério problema de comunicação. Consegui entender apenas que eu precisava comprar um cartão telefônico na Vodafone e foi pra lá que eu fui, mas com a minha sorte, que nunca falha, a mulher me falou que tinha vendido o último cartão há poucos minutos.

QUE MERDA!

Como o aeroporto também não disponibilizava internet eu fiquei sem ter como avisar vocês que estava tudo bem.

Tentei dormir um pouco para tentar amenizar a minha espera de 13 horas até o embarque para Sydney, e aí eu tive a terceira surpresa. Era só eu ou vocês também tinham uma idéia da África como um continente quente? Bom, não é o caso da África do Sul, dentro do aeroporto estava simplesmente muito frio, acho que uns 5ºC, o que impossibilitou o meu sono.

Comecei a ler as placas e vi que eles têm um Transfer Hotel dentro do aeroporto e fui catar mais informações a respeito. Cheguei lá e a primeira coisa que eu perguntei foi o preço. A mulher pegou a minha passagem e falou que até as 18 horas ela faria pra mim  U$ 200. Hahaha, fora da casinha! Agradeci e fui embora, quando estava botando o pé pra fora ela me perguntou quanto eu pretendia gastar, falei que no máximo, estourando, pagaria U$ 100. Ela aceitou e eu fui para o quarto.
Acho que a melhor coisa que eu fiz foi ter ido para esse hotel, por mais que eu saiba que o preço real talvez seja ainda menor do que os U$ 100 pagos, eu não ia conseguir ficar no frio e sem dormir no aeroporto. Foi aí que as coisas começaram a melhorar, depois de 6 horas muito bem dormidas descobri que eles ofereciam internet WI-FI, e finalmente consegui falar com a minha mãe e com a Angel.

Matamos um pouco a saudade e saí do hotel para ver um pouco os freeshops e comer alguma coisa.
Quase na hora de embarcar fiz um pitstop no banheiro e bá, tinha um cara parado na porta, perguntou como eu estava e tal e então falou: “Welcome to my office!” Caralho, eu ri alto! Depois, quando eu estava saindo ele falou que eu tinha que dar uns trocados para ele e tal, mas bá, eu já tinha gasto mais do que eu esperava e como também não tinha nada de moedas, não dei nada.

E enfim, fui para o portão A7, e na hora da revista da minha bagagem de mão o cara me perguntou para onde eu estava indo, falei que era para Sydney, ele me perguntou se eu era de lá e então lhe expliquei que sou brasileiro e vou estudar inglês lá. Foi eu falar isso e o cara enloqueceu! Me falou dos seus planos de juntar dinheiro trabalhando ali no aeroporto para ir ao Brasil ser jogador de futebol, hahaha, muito gente boa!

E por fim, embarquei para Sydney, onde mais 11 horas de voo me esperam, e é aqui que eu estou agora, com um tédio sem rémedio (hahahaha) escrevendo esse post para ver se o tempo passa!
Abração para todo mundo do Brasil, em especial a minha familía!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Certificado Internacional de Vacinação

Uma das exigências para o meu embarque rumo à Sydney, é estar devidamente vacinado contra a febre amarela. Não sei se esta é uma exigência para viagem para a Austrália, ou se é devido a minha conexão, que será feita em Johannesburg.

Como eu já tomei essa vacina em 2009, eu só deveria pegar a minha carteira de vacinação e leva-la para a ANVISA afim de fazer uma carteira internacional. O grande problema, é que eu não fazia a menor idéia de onde estava a tal da carteira, então, fui para o posto de vacinação em que fui vacinado na ocasião e expliquei minha situação, e como um amigo meu tinha feito a vacina junto comigo, eu sabia até o dia em que eu fui vacinado. Ao falar para as enfermeiras do lugar, elas simplesmente me deram um fichário com todos os nomes das pessoas vacinadas em 2009 e mandaram eu procurar o meu nome.

O fichário devia ter no mínimo uns dez mil nomes e não tinha nenhum tipo de organização, as folhas estavam simplesmente jogadas ali. Percebendo que se tratava de uma missão impossível, perguntei se não tinha alguma outra alternativa, me falaram que a minha única saída era chegar cedo e passar o dia procurando pelo o meu nome. Questionei também sobre a possibilidade de eu tomar a vacina de novo, perguntando quais os possíveis efeitos colaterais, visto que a vacina é para ser tomada de dez em dez anos, e a safada da mulher me falou: Ah, faz assim, tu toma e depois tu nos avisa quais são!

Porra, fiquei puto da cara, e o pior é que eu não tive escolha. Tive que ir lá e procurar pelo o meu nome, que depois de algumas horas, finalmente foi encontrado.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Exame médico

Essa semana mais um importante passo foi dado, realizei os exames médicos obrigatórios para a emissão do visto.

Os exames médicos são bem tranquilos e relativamente rápidos de se fazer. A embaixada australiana exige que os exames sejam feitos por médicos credenciados por ela, o que deixa esses exames simples caros.

No total se deve fazer três consultas, na primeira, com um desses médicos, serão feitas perguntas sobre a sua saúde de uma forma geral e um exame bem superficial. Feito isso, ele te encaminha para mais dois exames, o de urina e um raio x do tórax. Não sei qual é o critério de avaliação de saúde usado pela embaixada para emitir ou não o visto, mas ouvi falar que eles são bem cuidadosos com a tuberculose. Os resultados dos exames vão direto para a embaixada.

Agora me resta ficar na espera e expectativa pela emissão, ou não, do visto.